O que é o Método Integralis
Uma forma de olhar clinicamente para a boca, os maxilares e a forma como se respira e se mastiga — como janela para a saúde de todo o corpo. Perante uma má oclusão, a pergunta não é "qual é o problema dentário", mas "porque é que a boca se desenvolveu assim".

Desenvolvimento → Função → Estabilidade
Um ciclo, não três caixas separadas: o desenvolvimento condiciona a função, a função sustenta a estabilidade — e quando um destes falha, o problema tende a voltar.
O crescimento ósseo e muscular — sobretudo na infância, quando o osso ainda responde à orientação.
Como a criança respira, mastiga, engole e posiciona a língua — todos os dias, sem que ninguém repare.
O equilíbrio que o corpo mantém sozinho, quando a causa foi mesmo corrigida — não o aparelho que segura o dente.
Enquanto o osso ainda responde.
Por volta dos 5-6 anos, o osso responde bem a quem o orienta. Depois disso, a resposta muda de forma gradual. Alguns desvios — sobretudo quando o maxilar de baixo cresce mais do que devia — não revertem depois da janela: só se disfarçam ou se operam.
Quatro palavras, num sentido mais preciso.
Termos comuns em medicina dentária — aqui, explicados sem rodeios e sem o sentido mais vago com que costumam ser usados.
Honestidade, sem exageros: nem toda a irregularidade nesta idade pede tratamento imediato — há padrões que se corrigem sozinhos, como algumas mordidas cruzadas ligadas a chupar o dedo ou a chupeta, ou pequenas irregularidades normais enquanto a criança troca os dentes de leite pelos definitivos. O que o Método combate não é observar com calma — é não fazer nada perante sinais reais de desequilíbrio.
Um olhar que se soma a outros.
Trabalho com médicos, otorrinos e fisioterapeutas — cada avaliação cruza o que vejo na boca com o que eles veem no resto do corpo.
Não vendo dentes direitos. Não garanto que as medidas exatas tiradas na consulta se mantenham iguais para sempre — essas medidas tendem a esbater-se com o tempo. O que defendo é o que realmente importa: orientar o desenvolvimento a tempo de reduzir o risco de uma cirurgia mais complicada no futuro.